CONJUNTIVITE VIRAL
O que é
Qual a causa
Manifestações
Evolução
O que fazer

Conjuntivite viral - Pálpebra inferior
O que é?
Conjuntivite viral é a inflamação produzida,
na conjuntiva, por um virus.
A conjuntiva é uma membrana fina e normalmente transparente,
que forra a parte branca da superfície anterior do
olho (esclera) e também a face interna das pálpebras.
Quando inflamada, toma a cor vermelha e é um dos
quadros clínicos conhecidos como "olho vermelho".
Para confirmar o diagnóstico, temos que excluir outros,
como ceratite, esclerite, uveite, glaucoma, corpo estranho
etc.
O virus é um agente infeccioso de tamanho mínimo,
que parasita células do organismo, se multiplicando
no interior destas, destruindo-as e causando doença.
Qual a causa?
O causador desta conjuntivite pode ser um de cerca de 12
tipos de virus.
Os mais frequentes são o adenovirus e enterovirus,
Este último, aliás, foi identificado em S.
Paulo, no Instituto Adolfo Lutz, como o responsável
pela epidemia deste ano.
Manifestações
O sofrimento começa com ligeira coceira no(s) olho(s).
Em pouco tempo, ou de um dia para o outro, o olho apresenta:
- vermelhidão difusa; alguns casos, até hemorragia
- lacrimejamento
- secreção mais espessa, tipo lágrima
"grossa"
- pálpebras inchadas, com redução da
abertura da fenda.
O cliente sente:
- coceira
- ardência
- sensação de areia ou de corpo estranho
- irritação
- fotofobia
- picadas
- algum embaçamento da visão.
Evolução
O período de incubação é de
4 a 7 dias.
Geralmente começa por um dos olhos e, com 3-4 dias,
passa para o outro também.
A fase aguda dura de mais 7 a 10 dias (maior risco de passar
para outras pessoas).
A vermelhidão pode ficar até 2 a 3 semanas
(principalmente se houve hemorragia conjuntival)
O que fazer?
Em face de uma conjuntivite viral, o que fazer antes, durante
e depois do ataque?
ANTES (tentando escapar do contágio):
- Evitar ambientes fechados e com muita gente: conduções
lotadas, auditórios, escolas, certos ambientes de
trabalho. O ar condicionado ajuda a disseminar a doença.
- Não ir a sauna, praia e piscina, neste período
de epidemia.
- Retrair-se, nas habituais manifestações
de sociabilidade, restringindo apertos de mão. abraços
e beijos na face.
- Não tocar objetos pegados antes por portador da
doença, como maçanetas, alças, bolsas,
pacotes, teclados, caneta/lapis, copo, talheres etc. Se
o fizer, lavar logo as mãos e não passá-las
no próprio rosto, por algum tempo.
- Estes objetos também devem ser limpos, de preferência
com álcool, se for possível.
- Lavar o rosto e as mãos com maior freqüência
que o comum.
DURANTE (deu azar e pegou a conjuntivite):
- Seja solidário e evite propagar a doença,
poupando outros de seu contato.
- Se tem horror à luz forte, usar óculos escuros.
- Não coçar os olhos com os dedos. Se sentir
necessidade de fazê-lo, usar gazes esterilizadas ou
lenços de papel e descartá-los imediatamente.
Passar com delicadeza. Esfregar fortemente agrava a doença.
Lavar as mãos, logo em seguida.
- Prefirir toalhas de papel. Se tiver que usar de pano,
separar as suas. Não as compartilhar com ninguém.
- Separar seu travesseiro e trocar a fronha diáriamente.
- Casais, preferir dormir separados, neste período
- Não compartilhar lentes de contato, óculos
e maquilagem (se costuma usá-la).
- Separar seu sabonete (sólido ou líquido)
e fazer uso exclusivo.
- Lavar o rosto com água da torneira, até
pode; mas, nos olhos e em torno deles, preferir água
fervida. Se as pálpebras amanhecerem coladas, deixar
compressas de gaze húmida morna, sobre os olhos fechados,
por 3-5 minutos, para amolecer a secreção
e facilitar sua limpeza.
- Guardar uma parte da água fervida, na geladeira
e fazer compressas geladas, com gaze esterilizada, sobre
os olhos fechados, durante 5 minutos, 5 a 6 vezes ao dia.
O frio diminue o desconforto, o edema e o prurido.
- Nos intervalos das compressas, se sentir falta, pode pingar,
ou mesmo banhar os olhos, com soro fisiológico gelado.
- Habitualmente não há dor constante (mais
para "picadas"). Se acontecer dor mesmo, não
deixe de consultar um(a) oftalmologista. Podem melhorar
com Paracetamol e até alguns antinflamatórios
não-hormonais.
- Secreção amarelada e espessa, pode ser um
indicador de contaminação bacteriana e um(a)
oculista deve ser consultado(a) para receitar algum colírio
com antibiótico.
- Os de casos mais brandos se sentem melhor usando colírio
de lágrima artificial, várias vezes ao dia.
- Colírios mistos, com cortisona, devem ser evitados
e só usados sob prescrição médica.
- Se aparecer uma falsa membrana, arranhando mais, deve
ser retirada, quantas vezes surgir, pelo(a) oculista.
DEPOIS (avaliando os estragos)
- Mesmo tendo desaparecidos os sinais e sintomas, um(a)
oculista deve ser visitado(a), principalmente se foi usado
colírio com corticoide. Procurar saber se a pressão
intraocular está normal ou subiu um pouco. Costuma
reverter espontaneamente, mas outros casos podem precisar
de tratamento.
- Procurar saber como está a córnea. Alguns
ficam com um certo infiltrado puntiforme (pontinhos esbranquiçados,
na espessura dela), que embaça a visão. Pode
ser tratado.
- Procurar ver se ficaram aderências cicatriciais,
(muito raras) ligando o globo ocular às pálpebras,
ao nível dos fundos-de-saco.. Principalmente, se
houve pseudo-membrana na fase aguda e, mais ainda, se não
foram logo retiradas. Estas aderências, nos caso mais
graves, limitam os movimentos dos olhos e podem necessitar
de tratamento.
(CI-SBO)
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