Projeto Diretrizes
Diagnóstico e Tratamento da Catarata
Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares
Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Sociedade Brasileira de Oftalmologia
Elaboração final: 30 de março de 2003
Autoria: Virgilio Centurion
Colaboração: Carlos Gabriel Figueiredo, Durval
Carvalho, Fernando Trindade, Flávio Rezende, Homero
Gusmão de Almeida, Leonardo Akaishi, Marcelo Ventura,
Marco Rey de Faria, Miguel Ângelo Padilha, Nelson Louzada,
Paulo César Fontes, Paulo Fadel, Tadeu Cvintal, Walton
Nosé.
O Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação
Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, tem
por objetivo conciliar informações da área
médica a fim de sugerir condutas que auxiliem o raciocínio
e a tomada de decisão do médico. As informações
contidas neste projeto devem ser submetidas à avaliação
e à crítica do médico, responsável
pela conduta a ser seguida, frente à realidade e ao
estado clínico de cada paciente.
DESCRIÇÃO DO MÉTODO DE COLETA
DE EVIDÊNCIA
A Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares,
subespecialidade da oftalmologia, filiada ao Conselho Brasileiro
de Oftalmologia e à Sociedade Brasileira de Oftalmologia,
nomeou uma comissão "Ad Hoc" para estabelecer
uma diretriz sobre a catarata e condutas terapêuticas.
A pesquisa realizada na base dos dados da Cochrane Review
in: the Cochrane Library Oxford utilizando os seguintes termos:
Catarata / Etiologia / Epidemiologia / Fatores de risco /
Classificação / Diagnóstico / Indicação
terapêutica / Pré-pós-operatório
/ Complicações / Resultados / Antibióticos
/ Sócio-econômicos / Tecnologia.
Pesquisa realizada nas bases de dados: Biblioteca Cochrane:
The Cochrane Database of Systematic Reviews, The Database
of Abstracts of Reviews of Effectiveness. The Cochrane Central
Register of Controlled Trials; Medline: Medlars Online. Literatura
Internacional, Lilacs: Literatura Latino-Americana e do Caribe
em Ciências da Saúde. Os artigos citados foram
selecionados dentre revisões sistemáticas completas
e atualizadas da literatura nacional e internacional disponíveis.
GRAU DE RECOMENDAÇÃO E FORÇA
DE EVIDÊNCIA
a) Grandes ensaios clínicos aleatorizados e meta-análises.
b) Estudos clínicos e observacionais bem desenhados.
c) Relatos e séries de casos clínicos.
d) Publicações baseadas em consensos e opiniões
de especialistas.
OBJETIVOS
Normatizar recomendações para uso dos profissionais
da área médica.
PROCEDIMENTOS
. Definição / Classificação
. Epidemiologia / Etiologia / Fatores de risco
. Diagnóstico
. Indicação terapêutica
. Terapêutica
. Cuidados pós-operatórios
. Complicações
. Resultados
DEFINIÇÃO / CLASSIFICAÇÃO
Catarata é a denominação dada a qualquer
opacidade do cristalino, que não necessariamente afete
a visão. É a maior causa de cegueira tratável
nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização
Mundial da Saúde há 45 milhões de cegos
no mundo, dos quais 40% são devidos à catarata1(A).
Podemos classificar as cataratas em: congênitas, de
aparecimento precoce ou tardio e, adquiridas, onde incluímos
todas as demais formas de catarata inclusive a relacionada
à idade. De acordo com a sua localização
poderá ser nuclear, cortical ou subcapsular e de acordo
com o grau de opacidade poderá receber a denominação
de incipiente, madura ou hipermadura.
EPIDEMIOLOGIA / ETIOLOGIA / FATORES DE RISCO
A(s) causa(s) não estão bem definidas, porém
estudos epidemiológicos revelam associação
de catarata à idade. Assim, estima-se que 10% da população
norte-americana tem catarata, que esta prevalência aumenta
em 50% no grupo etário de 65 a 74 anos, enquanto em
pessoas acima de 75 anos a incidência aumenta para 75%2(D).
Inúmeros fatores de risco podem provocar ou acelerar
o aparecimento de catarata, incluindo medicamentos (esteróides),
substâncias tóxicas (nicotina), doenças
metabólicas (diabetes mellitus, galactosemia, hipocalcemia,
hipertiroidismo, doenças renais), trauma, radiações
(UV, Raio X, e outras), patologia ocular (alta miopia, uveite,
pseudoexfoliação), cirurgia intra-ocular prévia
(fístula antiglaucomatosa, vitrectomia posterior),
infecção durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola),
fatores nutricionais (desnutrição)3(D).
Portanto, como prevenção, a educação
pública tem papel relevante a fim de prevenir os fatores
de riscos, sabedores que a população da terceira
idade tem tendência a aumentar não somente no
Brasil4(D) como também em todo o mundo5(D).
DIAGNÓSTICO
Devemos associar a queixa subjetiva do paciente aos sinais
objetivos do exame oftalmológico. As queixas mais freqüentes
são: diminuição da acuidade visual, sensação
de visão "nublada ou enevoada", sensibilidade
maior à luz, alteração da visão
de cores, mudança freqüente da refração6(A).
Os sinais objetivos encontrados no exame oftalmológico
de rotina são: perda da acuidade visual, mensurada
geralmente pela Tabela de Snellen e alteração
da transparência do cristalino na biomicroscopia do
segmento anterior em midríase, em exame realizado com
lâmpada de fenda 41.
Ao indicar a terapêutica cirúrgica, serão
necessários exames oftalmológicos complementares,
essenciais no planejamento cirúrgico e pesquisa de
patologias associadas bem como a técnica a ser empregada
e o seu momento adequado.
01) Biomicroscopia do segmento anterior: exame fundamental
para se detectar a presença, localização,
extensão das opacidades cristalinianas, bem como detectar
possíveis fragilidades de zônula e/ou ectopia
ou luxação do cristalino, sinais de inflamação
intra-ocular e avaliar a higidez da córnea, íris
e ângulo da câmara anterior. Sempre que as condições
oculares assim o permitirem, tal exame deverá ser realizado
sob ampla midríase medicamentosa7(D).
02) Tonometria de aplanação: exame ideal para
se medir a pressão intra-ocular. Se ela estiver alterada,
outros exames deverão ser solicitados, a fim de se
esclarecer se existe ou não um glaucoma associado.
03) Biometria: cujo objetivo principal é a medida do
comprimento axial do globo ocular, imprescindível para
o cálculo do valor dióptrico da lente intra-ocular.
Poderá ser realizada pelo método do ultra-som,
de contato ou de imersão, e pela interferometria. Métodos
especiais serão utilizados em olhos com diâmetros
extremos e pós-cirurgia refrativa corneana8,31,32(D).
04) Mapeamento de retina ou oftalmoscopia indireta: indicada
para avaliar o complexo vitreoretiniano, a fim de detectar
possíveis patologias e/ou fatores de risco que possam
comprometer o resultado terapêutico. É realizado
sempre que os meios transparentes do globo ocular o permitam
38,46.
05) Topografia corneana: método mais acurado do que
a tradicional ceratometria, método ainda válido
para a maioria das situações, para determinar
o valor da curvatura da córnea (K), importante para
o cálculo do valor dióptrico da lente intra-ocular8(D).
A topografia é recomendável em situações
especiais, como nos casos de pacientes já previamente
submetidos a cirurgias refrativas corneanas bem como será
útil no controle de astigmatismos no pós-operatório,
principalmente em casos de cirurgias combinadas de catarata
e transplante de córnea e cirurgias extracapsulares
39,40.
06) Ecografia B ou ultra-sonografia do globo ocular: obrigatório
quando há opacificação total dos meios
transparentes do globo ocular com o objetivo de avaliar o
segmento posterior, ou seja, cavidade vítrea, retina,
coróide e nervo óptico. Sua indicação
é justificável nos olhos com comprimento axial
extremos: olhos pequenos ou altos hipermétropes e olhos
grandes ou altos míopes9(C).
07) Microscopia especular: avalia o endotélio corneano,
de cuja capacidade funcional depende a transparência
da córnea. Ideal e fundamental no pré-operatório,
pois define a técnica e estratégia cirúrgica
a serem empregados. Também é utilizado no acompanhamento
pós-operatório de cirurgia tríplice (catarata,
implante e transplante) 10,34(D).
08) Teste de sensibilidade ao contraste: útil em olho
com catarata incipiente, porém sintomática.
Situações em que a visão medida na Tabela
de Snellen se mostra normal ou próxima do normal, porém
o paciente apresenta queixa de alteração no
desempenho visual quando varia a iluminação
no dia-a-dia ou em determinadas profissões11,30,38(D).
09) PAM: para avaliar potencial de visão macular, mesmo
através de meios opacos 38,59,60,61,62.
10) Exames justificáveis em situações
especiais, com patologias associadas ou doenças sistêmicas
com repercussão ocular:
. Retinografia fluorescente ou com indocianina verde: retinopatias,
maculopatias38,43,48,49;
. Biomicroscopia do segmento posterior (pólo posterior/periferia):
retinopatias47;
. Campimetria: glaucoma, retinopatias, neuropatias 50,51,52;
. Paquimetria: ceratopatias53;
. UBM: patologias do segmento anterior55,56,5758;
. Potencial visual evocado/eletroretinografia: neuropatias,
retinopatias44;
. Tomografia de coerência óptica: patologia de
mácula e nervo óptico45.
O cirurgião responsável, em base da sua experiência
e visando a segurança do paciente, deve ter toda liberdade
para indicar a melhor propedêutica especializada para
cada caso.
A catarata é patologia que acomete preferencialmente
pacientes da terceira idade que freqüentemente apresentam
patologias clínicas associadas que devem ser avaliadas
antes e durante a cirurgia pelo anestesiologista.
INDICAÇÃO TERAPÊUTICA
O único tratamento curativo da catarata é
o cirúrgico e consiste em substituir o cristalino opaco
por prótese denominada de lente intra-ocular (LIO)
1(A).
Toda vez que a qualidade de vida do portador de catarata
esteja comprometida, ou seja, que existam limitações
nas atividades que realiza habitualmente, a cirurgia está
indicada12(D).
A evolução da catarata geralmente é
bilateral com certa assimetria, daí a importância
da realização da cirurgia do segundo olho para
recuperação integral do sistema visual12(D).
TERAPÊUTICA
A cirurgia da catarata, denominada de facectomia, pode ser
realizada por diversas técnicas ou métodos,
sendo as mais conhecidas a facoemulsificação
e a extração extracapsular programada1(A). Para
ambas é obrigatório a utilização
do microscópio cirúrgico.
Do ponto de vista sócio-econômico a facoemulsificação
é a técnica predominante nos países desenvolvidos
sendo a extração extracapsular planejada a mais
utilizada nas regiões denominadas "em desenvolvimento"
13(B).
Do ponto de vista técnico, dá-se preferência
à facoemulsificação, pois é mais
segura, com menor número de complicações,
a recuperação visual é quase imediata
além de poder ser indicada precocemente13(B).
A facoemulsificação é uma técnica
que utiliza tecnologia avançada, tanto nos equipamentos
como nos insumos, e apresenta constante evolução.
A evolução da técnica e da tecnologia
utilizada na cirurgia de catarata, verificadas nas últimas
duas décadas, trouxe como conseqüência imediata
o encurtamento do tempo da cirurgia, rápida recuperação
física e visual e a redução do tempo
de internação hospitalar. Anteriormente tal
internação exigia entre 5 a 7 dias de hospitalização.
Hoje, em regime de internação de curta duração
ou de curta permanência, e equivocadamente traduzida
do inglês Day Clinic para Ambulatorial.
Ao mesmo tempo, a cirurgia tornou-se muito mais complexa
e demorada no seu aprendizado em especial na prevenção
e tratamento das possíveis complicações
advindas desta complexidade tecnológica 14,29(D).
Esta Comissão recomenda não se utilizar o
termo alta imediata, pois contraria a Resolução
do Conselho Federal de Medicina em sua Resolução
1.409/94, sobre as condições de alta do paciente
submetido cirurgias de curta duração, e que
preconiza que o paciente só deverá ter alta
quando verificado15(D):
1) Orientação no tempo e no espaço;
2) Estabilidade dos sinais vitais;
3) Ausência de náuseas e vômitos;
4) Capacidade de ingerir líquidos;
5) Capacidade de locomoção como antes, se a
cirurgia o permitir;
6) Sangramento ausente ou mínimo;
7) Ausência de dor importante;
8) Sem retenção urinária.
No adulto, a anestesia é local, com injeção
periorbitária ou tópica com gotas e sedação.
O ato anestésico deve ser realizado e acompanhado por
anestesiologista assim como a monitorização
cardíaca, devido ao reflexo óculo cardíaco,
à idade dos pacientes e patologias clínicas
associadas16(A)33,35(D).
Entre as características da moderna técnica
da cirurgia da catarata, seja pela facoemulsificação,
seja pela extracapsular programada, alguns insumos utilizados
durante o ato operatório se revestem da maior importância.
Assim o uso de viscoelástico, substância que
protege as estruturas intra-oculares de segmento anterior
do trauma cirúrgico e indicadas nas complicações
per operatórias, é obrigatório. Devido
às especificações terapêuticas
podem ser classificadas em viscoelásticos coesivos
e dispersivos e a sua indicação é de
responsabilidade do cirurgião17(D). Não menos
importante é a utilização de lanças
ou lâminas cirúrgicas descartáveis ou
de uso único, da maior importância nas microincisões
realizadas durante o ato operatório36, 37(D).
Após extração da catarata é
implantada a prótese, a lente intra-ocular (LIO) ou
cristalino artificial. A escolha da LIO é de responsabilidade
do cirurgião devido à existência de diversos
modelos, materiais e especificações existentes
no momento da publicação destas Diretrizes.
Compete única e exclusivamente a ele a seleção
da LIO mais recomendável em cada caso. A LIO dentro
do saco capsular, não tendo contato com tecido metabolicamente
ativo, constitui importante barreira que separa o segmento
anterior do segmento posterior do olho proporcionando maior
proteção e age na de prevenção
de complicações1(A)18(D).
CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS
Na rotina, preconiza-se a utilização de antibióticos
e/ou outros medicamento tópicos no pré e no
pós-operatórios imediato (7-10 dias), associados
ou não a antiinflamatórios hormonais ou não
hormonais19(D).
As visitas pós-operatórias serão determinadas
pelo cirurgião, com intervalos que ele julgar mais
convenientes.
A refração final será realizada entre
uma a quatro semanas após facoemulsificação
e entre quatro a doze semanas na extracapsular.
A realização da cirurgia do segundo olho,
quando com catarata, permite recuperação funcional
mais efetiva da visão12(D), e deverá ser considerada
de comum acordo entre cirurgião e paciente.
COMPLICAÇÕES
Podemos dividi-las em per e pós cirúrgicas.
Entre as complicações per-cirúrgicas
a mais freqüente é a ruptura da cápsula
posterior14(D), mas muitas outras têm que ser lembradas.
Graças aos recursos hoje disponíveis, a cirurgiade
catarata tornou-se um procedimento cirúrgico bastante
seguro, mas fantasiosamente, tal conceito foi adulterado para
"um procedimento muito simples, banal". Citando
algumas outras complicações, temos a subluxação
do cristalino artificial, luxação completa da
catarata no vítreo, hipertensão vítrea,
perfuração traumática da retina, queimadura
da incisão, hemorragia coroideana, lesão irreversível
do endotélio corneano, lesão iriana com ou sem
hemorragia.
Entre as complicações pós-operatórias
estão: edema macular cistóide, descolamento
de retina, endoftalmite, elevação da pressão
intra-ocular, a lesão do endotélio corneano,
opacificação da cápsula posterior. Esta
opacificação capsular é considerada a
mais freqüente das complicações pós-operatórias
e a sua incidência depende da idade do paciente, da
técnica cirúrgica empregada e do modelo e da
tecnologia empregada na fabricação das lentes
intra-oculares. A sua terapêutica, a capsulotomia através
do NdYag Laser, não é isenta de riscos (descolamentos
de retina, edema macular cistóide, glaucoma, uveíte
recidivada) e representa preocupação sócio-econômica
devido à sua freqüência e a seu custo10,20,21,22,23(D)24(B)42,54.
RESULTADOS
A cirurgia é considerada curativa, devido à
eliminação da catarata, e refrativa devido à
possibilidade de correção do vício de
refração preexistente. Durante e após
a cirurgia da catarata há possibilidade de correção
de ametropias através da implantação
das LIOs, combinada com outras técnicas cirúrgicas
e de melhorar a acuidade visual não somente para longe
como também para perto por meio da pseudoacomodação
com lentes multifocais, lentes acomodativas, técnicas
de monovisão, ou através de discreta miopia
ou pequeno astigmatismo miópico simples contrário
à regra6(A)25(D)26(B).
Os resultados sofrem influência de fatores como idade
e co-morbidade, sendo que em relação à
técnica, a facoemulsificação é
considerada com melhores resultados visuais que a técnica
da extracapsular1(A).
Os resultados visuais da catarata congênita, apesar
de terem melhorado com a evolução da tecnologia,
são de mais difícil avaliação
devido às características próprias desta
patologia, em especial do tratamento da ambliopia27(A), que
pode ser evitada ou atenuada com estimulação
visual precoce.
CONSIDERAÇÃO FINAL
A evolução na cirurgia da catarata, com resultados
funcionais a cada dia mais previsíveis e índice
de complicações cada vez menores, não
diminuem a responsabilidade do cirurgião especializado
em cirurgia da catarata, devido à visão ser
o principal sentido do ser humano, e a perda da visão
de um olho representar 40% de perda de capacidade laborativa
e da visão de ambos os olhos perda de 100% desta capacidade28(D).
A moderna cirurgia da catarata com a implantação
de lentes intra-oculares, através de minúsculas
incisões representam um dos mais importantes avanços
da medicina, por permitir tratar com grande eficiência
a principal causa de cegueira, recuperando de forma segura
e rápida o mais importante sentido do ser humano, a
visão.
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