Comissão
propõe ações judiciais

Paulo Sérgio Martins (assessor jurídico
do CREMERJ) e Conselheiros Márcia Rosa de Araujo (Presidente),
Sidnei Ferreira e Marcos Sarvat
A Comissão de Assessoria Jurídica
da Comissão Nacional de Implantação da
CBHPM – Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos está propondo duas
ações judiciais, a serem apresentadas em todos
os Estados do país. Uma delas será de re-equilíbrio
financeiro, para recuperação das perdas dos
anos de congelamento; e a outra de contratualização,
contendo reajuste pelo índice do IGPM e anualidade.
Uma terceira ação ainda está sendo discutida
para se evitar, em caráter emergencial, o descredenciamento
de médicos, caso as operadoras utilizem esse tipo de
medida para coibir as outras duas ações.
Em reunião realizada com o CREMERJ, a SOMERJ e as sociedades
de especialidades, no dia 27 de janeiro, o assessor jurídico
do Conselho, Paulo Sergio Martins, que participou da Comissão
de Assessoria Jurídica da CNI, informou que a ação
de re-equilíbrio financeiro dos contratos firmados
entre médicos e planos de saúde já está
pronta e tem como objetivo buscar instrumentos de negociação
entre as partes.
- Essa ação foi enviada às Comissões
Estaduais de Honorários Médicos e deve servir
de parâmetro para o ingresso das ações
judiciais nos Estados, respeitando-se as peculiaridades locais.
No Estado do Rio de Janeiro, essa ação pode
ser apresentada pelas entidades médicas, como o CREMERJ
e a SOMERJ, e, se vencedora, propiciará a todos os
médicos pleitearem a correção devida
– afirmou.
A segunda ação judicial, acrescentou o advogado,
de contratualização, prevê a correção
anual dos honorários médicos pelo índice
IGPM.
Em relação às negociações
com as operadoras, a Conselheira Márcia Rosa de Araujo,
Presidente do CREMERJ e Coordenadora da Comissão de
Saúde Suplementar, informou que a proposta de contrato
padrão, elaborada pelas entidades médicas nacionais
- CFM, AMB e FENAM - foi apresentada às empresas, que
fizeram uma avaliação do documento.
- No entanto, não estamos sentindo que estejam receptivas
ao reajuste anual e aos valores baseados na CBHPM. Mesmo assim,
as negociações continuam e é fundamental
que os médicos e as entidades permaneçam mobilizados
– relatou.
Márcia Rosa afirmou ainda que o CREMERJ e a SOMERJ
já enviaram um ofício à Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), solicitando uma
nova prorrogação do prazo de assinatura dos
contratos.
- O ofício já foi enviado, mas, mesmo assim,
estamos agendando uma audiência com o Presidente da
ANS, Fausto Pereira dos Santos, que deve acontecer em fevereiro
– enfatizou a Conselheira.
O CREMERJ, a SOMERJ e as Sociedades
de Especialidades recomendam aos médicos não
assinarem os contratos com as operadoras enquanto prosseguirem
as negociações
21/03/05 |