
Diretrizes da Catarata
O Projeto Diretrizes, uma iniciativa conjunta da Associação
Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina,
tem por objetivo conciliar informações da área
médica a fim de padronizar condutas que auxiliem o
raciocínio e a tomada de decisão do médico.
Seguindo as normas do projeto, os recursos tecnologicamente
mais sofisticados são priorizados, caso sejam comprovados
mais efetivos. Saiba um pouco mais sobre estas Diretrizes.
A SBCII constituiu uma comissão de 15 colegas para
elaborar as Diretrizes da Catarata, a pedido da Associação
Médica Brasileira.
Fazem parte da comissão: Carlos Gabriel Figueiredo,
Durval Carvalho, Fernando Trindade, Flávio Rezende,
Homero Gusmão de Almeida, Leonardo Akaishi, Marcelo
Ventura, Marco Rey de Faria, Miguel Ângelo Padilha,
Nelson Louzada, Paulo César Fontes, Paulo Fadel, Tadeu
Cvintal, Virgilio Centurion e Walton Nosé. Coube ao
Dr. Virgílio Centurion preparar o âmago do trabalho
que é baseado em Medicina de Evidências.
Conheça alguns tópicos importantes deste projeto:
1. Exames pré-operatórios necessários:
Biomicroscopia do segmento anterior (realizado na consulta),
Tonometria de Aplanação, Biometria, Acuidade
Visual Potencial (PAM), Microscopia Especular da Córnea
e o Mapeamento de retina (cristalino transparente) ou Ultrasonografia
diagnóstica (no caso de cristalino opaco). Outros exames
podem ser solicitados em casos especiais.
2. Necessidade de internação de curta permanência
de acordo com a Resolução 1.409/94 do CFM.
3. O ato anestésico deve ser realizado e acompanhado
por anestesiologista assim como a monitorização
cardíaca, devido ao reflexo óculo cardíaco,
à idade dos pacientes e patologias clínicas
associadas.
4. O uso de viscoelástico, substância que protege
as estruturas intra-oculares de segmento anterior do trauma
cirúrgico e indicadas nas complicações
per operatórias, é obrigatório. Devido
às especificações terapêuticas
podem ser classificadas em viscoelásticos coesivos
e dispersivos e a sua indicação é de
responsabilidade do cirurgião17. Não menos importante
é a utilização de lanças ou lâminas
cirúrgicas descartáveis ou de uso único,
da maior importância nas microincisões realizadas
durante o ato operatório.
5. A escolha da LIO é de responsabilidade do cirurgião
devido à existência de diversos modelos, materiais
e especificações existentes no momento da publicação
destas Diretrizes. Compete única e exclusivamente a
ele a seleção da LIO mais recomendável
em cada caso.
6. Sobre a necessidade de usar óculos após
a cirurgia: “A refração final será
realizada entre uma a quatro semanas após facoemulsificação
e entre quatro a doze semanas na extracapsular”.
7. Sobre o Risco e a Responsabilidade na Cirurgia de catarata:
“A evolução na cirurgia da catarata, com
resultados funcionais a cada dia mais previsíveis e
índice de complicações cada vez menores,
não diminuem a responsabilidade do cirurgião
especializado em cirurgia da catarata, devido à visão
ser o principal sentido do ser humano, e a perda da visão
de um olho representar 40% de perda de capacidade laborativa
e da visão de ambos os olhos perda de 100% desta capacidade”.
A moderna cirurgia da catarata com a implantação
de lentes intra-oculares, através de minúsculas
incisões representa um dos mais importantes avanços
da medicina, por permitir tratar com grande eficiência
a principal causa de cegueira, recuperando de forma segura
e rápida o mais importante sentido do ser humano, a
visão.
Mais informações sobre o projeto Diretrizes
no site: www.amb.org.br
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