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Imprensa

Como se proteger contra os raios ultravioleta sem perder a festa do verão

Crianças brincando na praia em uma colônia de férias: todas de chapéu e camisetas, uma proteção a mais

No dia 22 de dezembro inicia-se oficialmente o verão no Hemisfério Sul, estação que se caracteriza por dias mais longos, noites mais curtas.

No Brasil é a época das férias escolares, praias cheias, passeios, temporada máxima do turismo, réveillon, carnaval, enfim período de alegria, confraternização e aglomerações. É também a época em que os raios UV (ultraviloeta) chegam com maior intensidade.

Como a exposição do corpo aos raios UV é maior no verão, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda mais atenção com os olhos, os quais juntamente com a pele, são as partes mais expostas aos efeitos nocivos dos raios solares, os quais podem causar inúmeros problemas.

Presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Mário Motta alerta que a exposição às radiações solares podem provocar conjuntivite e ceratite de exposição, que se manifestam como olhos “irritados” (vermelhos), com sensação de areia ou corpo estranho e fotofobia ( desconforto com a luminosidade).
 

Casal de turistas caminhando em uma das inúmeras trilhas no Rio de Janeiro. Os chapéus, tipo australiano, oferecem a proteção ideal não só pelas abas largas, como também por serem confecionados com material que filtra os raios utravioleta

-Em geral este quadro ocorre depois de algumas horas da exposição prolongada ao sol, sem proteção. O uso de bonés, chapéus, óculos escuros com filtro para radiação ultravioleta, barracas ajuda bastante, mas o ideal é evitar a exposição excessiva, principalmente entre 10 e 14 horas. Crianças só devem se expor ao sol até às 10 horas da manhã ou depois das 17 horas, que correspondem, com o horário de verão, respectivamente, a 9 e 16 horas. A orientação se estende também aos dias nublados, quando a radiação pode chegar a 70% dos dias ensolarados.

Mário Motta enfatiza que a longo prazo ( anos), doenças da conjuntiva, como pterígio, e alguns tumores podem surgir, bem como a maior incidência de catarata e, possivelmente, degeneração da mácula em idades mais avançadas, pelo efeito cumulativo das radiações.

-Ainda no verão são frequentes os surtos de conjuntivite, sendo que a prevenção se faz com cuidados básicos de higiene, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, ressaltando que em caso de alguém com conjuntivite na família, a pessoa deve evitar esfregar os olhos, lavar as mãos com frequência e enxugar com toalha de papel ou toalha separada para ela e, além disto, procurar orientação com médico oftalmologista para tratamento.
 

Na borda da piscina com seu chapéu de pano, a menina está protegida. Mas o ideal é se expor ao sol antes das 10 horas da manhã ou depois das 17 horas no alto verão






-Quanto aos óculos de sol, as boas casas de óptica têm óculos de diversos marcas e preços variados ( não precisam ser óculos de “griffe”, que protegem os olhos dos efeitos da exposição solar excessiva.

Segundo ainda o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, as doenças oculares de verão não causam morte, exceto nos casos de alguns tumores malignos (raros), decorrentes do efeito cumulativo de muitos anos de radiação. Compressas de água filtrada gelada sobre as pálpebras podem ajudar quando há desconforte ocular nas ceratites de exposição e nas conjuntivites, mas o tratamento com medicações específicas deve ser orientado pelo médico.
 










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