IMPRENSA
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Brinque o carnaval, mas não esqueça de cuidar dos olhos
Surtos de conjuntivite não são incomuns, principalmente em ocasiões que propiciam grandes aglomerações populares como agora no carnaval. Turistas de todos os estados, sem falar dos que vem de fora, chegam diariamente não só às cidades tradicionais da folia, como Rio, Salvador e Recife, mas também aos balneários.
- Como a conjuntivite tem um tempo de incubação de 4 a 7 dias, e a fase aguda demora de 7 a 10 dias, ela pode se manifestar depois das festas de carnaval alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), Aderbal Alves Jr., ressaltando que muitos foliões podem nem saber que estão com a inflamação.
Segundo ainda o presidente da SBO, nessa época também costuma haver um aumento significativo de casos de terçol, alergias oculares e inflamação das pálpebras (blefarite), esta mais comum em mulheres, devido ao uso de produtos de maquiagem fora da validade ou de baixa qualidade.
- O calor, a baixa umidade do ar e a poluição também contribuem para provocar a conjuntivite, explica Aderbal Alves Jr., que chama a atenção também para a Síndrome do Olho Seco, muitas vezes confundida com conjuntivite alérgica, uma vez que tem características semelhantes, tais como ardência,, vermelhidão e sensação de corpo estranho.
O que é a conjuntivite
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que reveste a parte interna das pálpebras e a esclera ( parte branca do olho). Por ser um tecido simples, a conjuntiva responde aos estímulos de uma única forma: fica vermelha. As conjuntivites podem ser desencadeadas por alergias, contato com substâncias químicas irritantes, trauma, ou por infecção por vírus ou bácteria.
Sintomas de conjuntivite incluem:
Olhos “arranhando” ( sensação de que há areia dentro dos olhos).
Olhos vermelhos e lacrimejantes.
Inchaço nas pálpebras.
Produção de secreção amarelada que pode formar crostas ao redor dos cílios.
Fotofobia (dor ao olhar a luz).
Coceira.
Como se proteger:
Evite contato com pessoa com conjuntivite.
Não coce os olhos nem toque na vista sem lavar as mãos.
Não compartilhe objetos, toalhas, sabonetes ou produtos de maquiagem.
Use óculos escuros com protetor UV, chapéus e bonés.
Prefira locais arejados e livres de aglomeração. Cuidado com espumas em spay, que machucam a vista.
Antes de dormir, lave sempre o rosto com sabonete.
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Blocos infantis estão na ordem do dia. Se puder, escolha fantasias leves e mantenha as crianças longe de lugares muito cheios

A não ser que seja eremita, aglomerações são inevitáveis no carnaval. Prefira locais ao ar livre

Os blocos de rua voltaram e você não vai deixar de participar, mas cuidado com espumas em spay, que machucam a vista

Olhos vermelhos são o primeiro indício de uma possível conjuntivite. Não se automedique. Procure um oftalmologista
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Desde o dia 22 de dezembro iniciou-se oficialmente o verão. Passadas as festas de fim de ano, a praia e programas ao ar livre vão continuar predominando até março, pelo menos, quando ocorre o carnaval este ano.

Bom senso é fudamental, pais e responsáveis
não devem descuidar do horário para as crianças
se exporem ao sol: sempre antes das 10 horas ou
depois das 17 horas no alto verão
Período de alegria, festas, muitos passeios, viagens e presença maciça de turistas, o verão é também uma estação que requer cuidados especiais com os olhos porque os raios UV (ultravioletas) chegam com mais intensidade, podendo provocar conjuntivite e ceratite de exposição.
Recente pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que a incidência de doenças causadas por vírus e bactérias pode ser 46% maior no verão do que nas outras três estações do ano. A cada 10 graus de elevação de temperatura, o número de pacientes afetados por bactérias pode aumentar em até 17%.
Tanto a água do mar quanto a das piscinas, devido ao uso do cloro, podem provocar irritação olhos. O cloro na água das piscinas, no entanto, é muito mais nocivo para os olhos do que o sal do mar.
A Sociedade Brasileira de Oftalmologia alerta para manifestações como olhos "irritados" (vermelhos), com sensação de areia ou corpo estranho e fotofobia (desconforto com a luminosidade), que podem ser indicações de conjuntivite ou ceratite de exposição, decorrentes da exposição às radiações solares.
Em geral este quadro ocorre depois de algumas horas de exposição prolongada ao sol sem proteção. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda o uso de bonés, chapéus, óculos escuros com filtro para radiação ultravioleta. Na praia, levar também barraca.
O ideal é evitar a exposição excessiva ao sol, principalmente entre 10 e 14 horas. Nos estados onde vigora o horário de verão, evitar a exposição até às 15 horas. Crianças só devem se expor ao sol até às 10 horas da manhã ou depois das 17 horas, que correspondem, com o horário de verão, respectivamente, a 9 e 16 horas. A orientação se estende também aos dias nublados, quando a radiação pode chegar a 70% dos dias ensolarados.
A longo prazo (anos), doenças da conjuntiva, como pterígio, e alguns tumores, podem surgir, bem como a maior incidência de catarata e, possivelmente, degeneração da mácula em idades avançadas, pelo efeito cumulativo das radiações.
Como no verão são frequentes os surtos de conjuntivite, alguns cuidados básicos de higiene ajudam na prevenção. Em caso de alguém da família com conjuntivite, recomenda-se evitar esfregar os olhos, lavar as mãos com frequência e enxugar com toalha de papel ou toalha separada para ela.
Compressas de água filtrada gelada sobre as pálpebras podem ajudar quando há desconforto ocular nas ceratites de exposição e nas conjuntivites. Qualquer tratamento deve ser prescrito pelo médico oftalmologista. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia alerta ainda que medicamentos (pomadas, colírios) não devem ser usados sem prescrição médica (ou que foram indicados para outra pessoa).
As doenças oculares de verão não causam morte, exceto os casos de alguns tumores malignos (raros), decorrentes do efeito cumulativo de muitos anos de radiação.
Óculos escuros não são simples acessórios
No Brasil, onde predomina o clima tropical, o uso de óculos de sol é recomendado para o ano todo. Com a chegada do verão, entretanto, eles se tornam realmente indispensáveis, mas devem obedecer a alguns princípios básicos para evitar sérios danos aos olhos. Uma lente escura de má qualidade pode causar distorções que comprometem a visão, além de piorar os efeitos dos raios ultravioletas, uma vez que diminui a luminosidade ocasionando o aumento da pupila e consequente maior absorção dos raios nocivos.
O primeiro e principal princípio é que os óculos escuros devem obrigatoriamente ter lentes com proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB). Elas são necessárias para filtrar os raios que nossa córnea (lente ocular com a função de focar as imagens na retina, de onde são enviadas ao cérebro) não é capaz de absorver e filtrar. Os óculos com lentes castanhas, cinzas e verdes protegem melhor os olhos, enquanto que as amarelas são indicadas para a prática de esporte. Mas sempre com filtro UVA e UVB!

Crianças podem ser estimuladas a usar óculos de sol,
inquebráveis, com aros coloridos, mas sempre com lentes
que contenham proteção contra os raios ultravioletas
Os olhos devem ser protegidos desde a infância, uma vez que os efeitos da radiação ultravioleta são cumulativos. Como é na infância e na adolescência que ocorre a maior exposição ao sol, os pais devem habituar desde cedo os filhos a usar óculos, filtro solar e chapéus. Os óculos devem ter hastes largas para dificultar a passagem dos raios solares e os chapéus, abas largas.
Em princípio, não é possível saber se os óculos escuros possuem os filtros necessários. E, embora hoje os óculos já tragam, na maioria dos casos, etiquetas informando que têm os filtros, recomenda-se que os usuários solicitem às óticas que façam, sempre na sua presença, a medição dos filtros. Para isso elas possuem aparelhagem apropriada. Dessa forma, pode-se confirmar se as especificações da etiqueta do produto são verdadeiras.
A Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda alguns cuidados aos usuários antes da compra de óculos escuros, que devem ser certificados pelo Inmetro:
1 - Certifique-se de que as lentes contenham filtro solar;
2 - Verifique se a lente tem uniformidades de reflexos (se houver distorção, podem ocorrer dores de cabeça e desconforto- para testar, olhe o reflexo de uma lâmpada fluorescente, se ocorrer esse reflexo, verifique se a imagem da lâmpada não se distorce);
3 - Compre onde você confia e que possa lhe dar a garantia e assistência se o produto apresentar defeito.
A maior parte das pessoas já sabe que não deve usar óculos de grau sem antes consultar um oftalmologista, mas muitos ainda desconhecem os malefícios de comprar óculos de sol sem também tomar uma série de precauções.
- O ideal é que o oftalmologista também seja consultado quando da aquisição de óculos de sol, recomenda a Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Entre os malefícios da exposição ao sol sem proteção, estão o aparecimento precoce da catarata e doenças de retina, como a degeneração macular relacionada à idade (DRMI), que pode levar à cegueira.
O piterígio- espessamento da conjuntiva, membrana que cobre a parte branca do globo ocular e a superfície interna das pálpebras, é outro problema que também pode ser provocado pela exposição ao sol sem proteção ocular.
Os óculos escuros também funcionam como escudo protetor para elementos externos como areia e suas impurezas nas praias e contra a poluição nas ruas.

Resultado de uma parceria da Organização Mundial da Saúde (OMS) e International Agency for Prevention of Blindness, o Dia Mundial da Saúde Ocular (10/7) faz parte do esforço global que, sob o slogan Visão 2020: O Direito de Ver, busca erradicar as causas da cegueira evitável até o ano 2020, mostrando à população os benefícios das medidas preventivas.
Segundo a OMS, de cada dez casos de perda de visão, oito poderiam ser evitados se detectados precocemente com visitas periódicas ao oftalmologista. Embora a maioria dos problemas oftalmológicos se manifeste a partir dos 40 anos, hoje se recomenda que a primeira consulta deva ocorrer quando a criança tem entre dois e três anos. No início da escolarização todas devem ser submetidas a exame de acuidade visual: os vícios de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo) quando não corrigidos podem levar à perda visual.
A miopia, que acomete pelo menos 30 a 40% da população ocidental é o vício de refração com maior necessidade de prescrição entre estudantes, razão pela qual a Sociedade Brasileira de Oftalmologia escolheu O Olho Míope como tema oficial do XVI Congresso Internacional, realizado de 1 a 3 de julho passado.
- Catarata (maior causa de cegueira reversível), glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética são responsáveis por 75% da cegueira no mundo, ressalta o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Mário Motta ao lembrar que elas muitas vezes estão associadas à miopia.
Links:
Exame oftalmológico de rotina
Problemas oftalmológicos
Principal causa da cegueira irreversivel no Brasil e no mundo
A Sociedade Brasileira de Oftalmologia, juntamente com o Lions Clube do Rio de Janeiro e a Abrag-Rio (Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma), promove no dia 26 de maio, das 9 às 15 horas, na sua sede, na Rua São Salvador, 107-Laranjeiras (RJ), a Campanha de Prevenção e Detecção do Glaucoma, realizando a medida da pressão intraocular (fator de risco relevante para o diagnóstico da doença).
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da World Glaucoma Association, este ano a doença já terá afetado 60 milhões de pessoas em todo o mundo: 8,4 milhões de pessoas ficarão cegos em consequência do glaucoma.
O Dia Nacional de Combate à Cegueira pelo Glaucoma, oficializado através da Lei Federal n° 10456, de 13 de maio de 2002, tem por objetivo orientar a população sobre os fatores de risco e medidas preventivas para combater a doença, que é a principal causa de cegueira irreversível no mundo e no Brasil.
O glaucoma é responsável por 12,3% dos casos de perda de visão em adultos. A prevalência aumenta com a idade. É estimada entre 1% e 2% na população geral, chegando a 6% e 7% após os 70 anos de idade.
Os principais fatores de risco são: histórico familiar, pressão intraocular elevada, idade acima de 50 anos, diabetes, uso prolongado de corticóides, presença de lesões oculares e descendência negra.
Estima-se que no Brasil existam cerca de 985 mil pessoas portadoras de glaucoma, embora o número deva ser bem mais elevado, uma vez que calcula-se que 50% dos portadores ignoram a doença. Caso sejam aceitos os índices da World Glaucoma Association, segundo a qual a doença afeta entre 1% e 2% da população geral,chegando a 6% e 7% após os 70 anos, o Brasil pode ter quase 4 milhões de glaucomatosos.
O glaucoma é uma doença crônica, silenciosa, que não tem cura, mas na maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de evitar a perda da visão.
O tratamento clínico inicial é feito com colírios que baixam a pressão intraocular. A terapia com laser é indicada quando o tratamento com colírio não é capaz de conter os níveis elevados de pressão. O procedimento cirúrgico é a última opção de tratamento.
O glaucoma, por ser assintomático, é uma doença perigosa. Por isso a Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda consultas anuais a todos que já têm 40 anos ou mais. Quem tem histórico familiar deve consultar um oftalmologista mais assiduamente.
Mais informações:
Eleonora Monteiro
Assessora de imprensa da SBO:
Tel: (21) 3235-9220 Ramal 29
Celular: (21) 9918-3245
Bonés, chapéus, óculos escuros com filtro para radiação ultravioleta (UV), barracas e bom senso são indispensáveis para enfrentar com boa saúde ocular o verão, que oficialmente começou no dia 22 de dezembro.
O sol das 10 às 14 horas não é indicado nem para adultos nem para crianças, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Mário Motta.
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No Dia Mundial do Diabetes, 14/11, presidente da SBO alerta para as complicações crônicas da doença, que podem provocar a cegueira irreversível.
"Só o controle rígido dos fatores de risco podem reduzir as ocorrências das formas graves da retinopatia diabética, principal causa da perda da visão de adultos em idade laborial ( 20 a 60 anos)", afirma o presidente Mário Motta.
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Embora o Brasil tenha 1,1 milhão de cegos e cerca de 4 milhões de deficientes visuais, de 60 a 75% dos casos seriam evitáveis e/ou curáveis, segundo a Organização Mundial da Saúde.
No mundo, existem cerca de 45 milhões de cegos e o triplo de deficientes visuais.
O levantamento foi divulgado no dia 8 de outubro, quando se comemorou o Dia Mundial da Visão.
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Os computadores têm se tornado quase indispensáveis para a maioria das funções cotidianas. A popularidade do computador, incrementado com facilidades de acesso à internet, tem conquistado uma enorme quantidade de profissionais, que o utilizam como ferramenta indispensável para o exercício de suas funções. Com isso, cada vez mais pessoas têm experimentado sintomas visuais associados ao uso excessivo de computadores.
A Síndrome Visual Relacionada a Computadores (SVRC) se refere a um grupo de sinais e sintomas diversos e variados, que podem ser atribuídos ao uso do computador. Os sintomas visuais são as principais queixas e motivos de consulta médica, dentre os problemas de saúde ocupacional nos usuários de computadores.
Os sintomas oculares mais frequentes da SVRC são cansaço, sensação de corpo estranho, ardência, dor, irritação, vermelhidão, ressecamento e turvação visual.
Estima-se que até 90% dos usuários de computador por mais de três horas diárias apresentem algum tipo de sintoma relacionado à SVRC. As principias causas estão relacionadas a mecanismos da superfície ocular, acomodativos e extraoculares.
Existem várias evidências que o uso de monitores causa astenopia. A condição do paciente pode contribuir para a sintomatologia e a análise individualizada do paciente quanto à refração, binocularidade e acomodação devem ser considerados. Evidências clínicas têm mostrado que o uso prolongado de monitores provoca diminuição no poder de acomodação e na capacidade de convergência, assim como leve indução de miopia transitória pelo esforço acomodativo.
A resolução da tela (medida em pontos por polegada), o contraste, assim como a iluminação ambiente podem ser fatores importantes no conforto visual e na melhora da SVRC. As telas de cristal líquido (LCD) geralmente apresentam melhor resolução e iluminação, assim como refletem menos a luz do ambiente.
A iluminação excessiva da sala, bem como luzes que incidem e refletem na tela do computador, geram imagens confusas e dificultam a focalização nela. Os filtros protetores, que são colocados na frente do monitor, podem contribuir diminuindo a reflexão de luzes que incidem na tela, já que as fontes de energia luminosa externas passam duas vezes pelo filtro enquanto as emitidas pelo monitor passam uma vez, aumentando o contraste entre as imagens. Outro papel destes filtros seria quanto à redução de energia eletromagnética e outras radiações emitidas pelo monitor.
A taxa de renovação (refresh rate) da tela se refere ao intervalo em minutos que a tela é preenchida para produzir uma imagem. Taxas muito baixas (8 a 14 Hz) podem contribuir para crises convulsivas. Taxas maiores (80 a 120 Hz) podem melhorar a sintomatologia ocular e o conforto do usuário e podem ser ajustadas nas configurações avançadas do vídeo no computador.
A posição do monitor também é importante quanto à ergonomia e conforto da musculatura cervical. Em geral, a tela deve estar entre 70 a 100 cm do usuário, num nível 10 a 20 graus abaixo dos olhos, proporcionando maior conforto e menor estresse postural.
Uma das principais causas do cansaço visual é o ressecamento ocular. A diminuição do piscar associada a outras condições ambientais, oculares e sistêmicas, como ar condicionado, ventiladores, disfunção meibomiana, pouca ingestão de líquidos, uso de medicamentos (diuréticos, betabloquea¬dores), fumo, podem contribuir para piorar esta sintomatologia na SVRC.

A maioria dos indivíduos pisca 10 a 15 vezes por minuto. Estudos mostram que esta taxa pode ser reduzida em até 60%, resultando em sintomas de olho seco. O uso frequente de lubrificantes oculares pode melhorar esta condição de forma significativa.
O tempo de uso do computador e o desgaste físico e visual estão diretamente relacionados. Sugere-se que pequenas pausas, de 5 a 10 minutos por hora, de preferência fixando a distância e sem olhar para o monitor, possam causar menor desgaste visual, com melhora do desempenho no trabalho. Além disso, os turnos de 4 horas no computador devem ser interrompidos por pausas maiores para evitar maior desconforto visual.
A correção visual adequada para o computador deve ser avaliada individualmente. Em geral, as opções de lentes que privilegiam a zona intermediária e de perto, com corredores mais amplos tendem a ser melhor aceitas do que as lentes multifocais tradicionais. Alguns usuários podem ter desconforto com a procura do foco, oscilando entre o monitor, texto de leitura e teclado, nas zonas de progressão da lente multifocal. As correções monofocais tendem a dificultar a obtenção de um foco ideal para as diferentes distâncias na mesa do computador e ambiente de trabalho. As lentes multifocais para adaptação em armações pequenas podem também comprometer a zona de visão intermediária e não serem a melhor escolha para este uso. De qualquer forma, médico e paciente devem discutir as opções disponíveis no mercado, visando atender as expectativas, que devem ser apresentadas durante a consulta.
Ainda não sabemos os efeitos deletérios que possam decorrer da exposição frequente aos diversos tipos de radiações, eletromagnéticas, de radiofrequência, dentre outras, dos computadores, celulares, fornos de micro-ondas e utensílios da vida moderna. Somente o tempo poderá mostrar o que alguns estudos tentam comprovar com evidências ainda pouco conclusivas a este respeito.
Como o uso destas poderosas máquinas faz-se imprescindível e em muito contribui para o desenvolvimento da medicina, o convívio harmonioso entre homens e máquinas deve ser regido pelo bom senso, em que os computadores nos sirvam, permitindo mais tempo livre para outras atividades de lazer e convívio humanos, fundamentais para a saúde e bem estar.
Palavras chave (keywords) para pesquisa no PubMed e Google: computer vision syndrome, computers and eye strain, computers and asthenopia, computers and ergonomics, computers and dry eye, video display terminals e liquid crystal display.
Maurício Pereira
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